IA nas empresas: como 6% obtêm resultados transformadores

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Embora 90% das empresas já utilizem inteligência artificial, apenas 6% alcançam resultados transformadores, segundo levantamento da HubSpot. O contraste mostra que adotar ferramentas, por si só, não é suficiente: sem estratégia, dados confiáveis e contexto sobre o próprio negócio, a IA pode gerar resultados genéricos ou até decisões equivocadas.

Nesta curadoria, você vai entender o que as empresas de alto desempenho fazem de diferente. Em vez de usar mais aplicações, elas priorizam resultados, constroem uma base sólida de dados e contexto e combinam a tecnologia com o julgamento, a criatividade e o pensamento crítico das pessoas. A análise também apresenta caminhos para pequenas e médias empresas adotarem a IA de forma mais estratégica.

90% das empresas usam IA, mas apenas 6% conseguem gerar resultados transformadores

O levantamento revela uma diferença importante entre experimentar a inteligência artificial e transformá-la em resultado para o negócio. Muitas empresas recorrem à IA para tarefas pontuais, como produzir textos, organizar informações ou preparar reuniões, mas essas aplicações nem sempre geram impacto relevante. Quando a tecnologia é adotada sem objetivos claros, dados atualizados e conhecimento sobre clientes, processos e produtos, suas respostas tendem a ser genéricas e podem até orientar decisões inadequadas. Por isso, o desafio não está apenas em utilizar IA, mas em conectá-la às prioridades da empresa e a uma base confiável de informações.

O que diferencia as empresas que realmente obtêm valor com a IA

A principal diferença entre as empresas que realmente obtêm valor com a IA e aquelas que apenas experimentam a tecnologia está na estratégia. As organizações de alto desempenho não necessariamente utilizam mais ferramentas ou acompanham todas as novidades do mercado. Elas selecionam aplicações capazes de contribuir diretamente para objetivos relevantes, como melhorar o atendimento, aumentar a eficiência, qualificar oportunidades comerciais ou apoiar decisões.

Esse enfoque evita que a inteligência artificial seja adotada apenas por tendência ou para resolver tarefas de baixo impacto. Antes de escolher uma solução, é mais importante definir qual problema precisa ser resolvido, qual resultado será esperado e como o impacto será medido. Dessa forma, a IA deixa de ser uma coleção de ferramentas isoladas e passa a fazer parte de uma estratégia orientada ao desempenho do negócio.

1. Elas priorizam resultados, e não uma grande quantidade de casos de uso

O primeiro pilar das empresas que conseguem gerar valor com a IA é a capacidade de priorizar resultados, e não simplesmente acumular ferramentas ou casos de uso. Em vez de testar todas as novidades disponíveis, essas organizações selecionam poucas aplicações que estejam diretamente ligadas a objetivos importantes do negócio.

Usos populares, como produção de conteúdo, elaboração de e-mails e preparação de reuniões, podem trazer ganhos de produtividade, mas nem sempre provocam mudanças significativas nos resultados. Quando utilizados sem informações sobre o público, os produtos e o posicionamento da empresa, eles tendem a gerar materiais genéricos e pouco diferenciados.

Aplicações mais estratégicas dependem de dados e contexto próprios da organização. A IA pode, por exemplo, apoiar a análise do desempenho de campanhas, indicar quais oportunidades comerciais merecem prioridade ou identificar padrões no feedback dos clientes. Essas atividades ajudam a orientar decisões e podem produzir impacto mais direto sobre vendas, atendimento e relacionamento com o mercado.

O ponto central é definir primeiro qual resultado a empresa deseja alcançar e só depois escolher como a inteligência artificial será utilizada. Assim, a tecnologia deixa de ser adotada apenas por tendência e passa a apoiar problemas concretos, com critérios claros para acompanhar sua contribuição.

2. Elas constroem uma base de dados e contexto antes de ampliar o uso da IA

Depois de definir os resultados esperados, a empresa precisa garantir que a IA tenha acesso a informações próprias, confiáveis e atualizadas. O contexto é o que permite transformar uma resposta genérica em uma recomendação alinhada à realidade do negócio.

Esse contexto inclui o perfil dos clientes, os produtos e serviços oferecidos, o posicionamento da marca, as etapas dos processos internos e o histórico das conversas comerciais. Também envolve metas, indicadores de desempenho, registros de atendimento, condições de venda e critérios utilizados pela equipe para tomar decisões.

Com essas informações organizadas, a IA pode contribuir de maneira mais precisa para identificar oportunidades, interpretar o comportamento dos clientes, analisar resultados e sugerir prioridades. Sem essa base, a ferramenta tende a trabalhar com referências amplas, que não consideram as particularidades da empresa, do setor ou do público atendido.

Por isso, ampliar o uso da inteligência artificial antes de organizar os dados pode limitar seus benefícios. Informações incompletas, desatualizadas ou espalhadas em diferentes sistemas dificultam análises confiáveis e aumentam o risco de recomendações desconectadas dos objetivos do negócio. Quanto mais relevante for a decisão apoiada pela IA, maior deve ser o cuidado com a qualidade e o contexto dos dados utilizados.

Por que uma IA com contexto ruim pode ser pior do que não usar IA

Uma IA com contexto ruim pode ser mais prejudicial do que não utilizar IA, especialmente em pequenas e médias empresas, nas quais uma decisão equivocada pode afetar diretamente o caixa, as vendas ou o relacionamento com clientes. Se o sistema considera um produto que já saiu do catálogo, preços desatualizados, informações incompletas sobre um cliente ou um processo que foi alterado, suas recomendações podem parecer corretas, mas não refletirão a realidade do negócio. O problema também ocorre quando os dados estão espalhados em planilhas, sistemas diferentes ou registros sem padrão. Nesse cenário, a empresa pode interpretar de forma errada o desempenho de uma campanha, priorizar uma oportunidade pouco relevante, calcular custos incorretamente ou direcionar um atendimento para a pessoa errada. Antes de confiar na IA para apoiar decisões, é fundamental revisar a origem, a atualização e a organização das informações utilizadas. A tecnologia pode acelerar análises, mas não corrige automaticamente uma base deficiente: ela apenas processa os dados disponíveis e pode transformar erros existentes em recomendações aparentemente confiáveis.

3. Elas combinam a tecnologia com o propósito e a capacidade das pessoas

O terceiro pilar está na combinação entre a inteligência artificial e as capacidades humanas. A tecnologia pode acelerar tarefas, organizar informações, identificar padrões e até criar soluções para diferentes áreas da empresa. No entanto, isso não significa que todas as decisões devam ser automatizadas ou tomadas sem supervisão.

Definir prioridades, avaliar riscos, revisar processos e compreender as necessidades dos clientes ainda exige julgamento, criatividade e pensamento crítico. Esses elementos são especialmente importantes quando a decisão envolve recursos financeiros, mudanças na operação ou o relacionamento com pessoas.

Para pequenas e médias empresas, o melhor uso da IA não está em substituir completamente a equipe, mas em ampliar sua capacidade de análise e execução. A ferramenta pode preparar uma análise ou sugerir um caminho, enquanto os responsáveis pelo negócio avaliam se a recomendação faz sentido diante dos objetivos, valores e limitações da empresa.

Essa colaboração também ajuda a evitar o uso indiscriminado da tecnologia. Só porque uma solução pode ser criada ou automatizada não significa que ela seja necessária ou adequada. As empresas que obtêm melhores resultados utilizam a IA com propósito, estabelecem critérios de revisão e mantêm as pessoas responsáveis pelas decisões que exigem contexto, responsabilidade e visão estratégica.

Como uma pequena ou média empresa pode começar a usar IA com mais estratégia

Para empreendedores, prestadores de serviço e pequenas e médias empresas, o primeiro passo não é contratar mais uma ferramenta de inteligência artificial, mas entender onde a tecnologia pode gerar valor real. Uma avaliação cuidadosa ajuda a evitar investimentos em soluções que não resolvem problemas relevantes ou que acabam sendo pouco utilizadas pela equipe.

O diagnóstico pode começar com três perguntas:

  • Quais problemas do negócio precisam ser resolvidos com maior urgência?
  • Quais processos consomem mais tempo, geram retrabalho ou estão sujeitos a erros?
  • Quais dados já estão disponíveis para apoiar análises e decisões?

Na prática, a empresa pode identificar atividades como responder dúvidas recorrentes de clientes, organizar propostas comerciais, acompanhar oportunidades de venda, analisar despesas ou preparar relatórios. Nem todas essas tarefas precisam ser automatizadas de imediato. O mais importante é selecionar uma aplicação com objetivo definido, responsável designado e critério para medir o resultado.

Também é necessário verificar se as informações utilizadas estão completas e atualizadas. Uma empresa que mantém dados de clientes, vendas, custos e atendimentos de forma organizada terá melhores condições de avaliar se a IA está contribuindo para reduzir tempo, melhorar a qualidade do serviço ou apoiar o crescimento.

Começar com um problema específico e acompanhar os resultados permite aprender com mais segurança. Depois, se a solução demonstrar benefício concreto, seu uso pode ser ampliado para outras áreas do negócio.

Dados organizados e processos claros são fundamentais para gerar valor com IA

A qualidade das análises e automações depende diretamente da organização administrativa e financeira da empresa. Dados contábeis atualizados, fluxo de caixa acompanhado, indicadores bem definidos e processos documentados oferecem uma base mais confiável para identificar padrões, avaliar cenários e tomar decisões com o apoio da inteligência artificial.

Também é importante deixar claras as responsabilidades de cada etapa. Quando a empresa sabe quem registra as informações, quem revisa os dados e quem aprova determinadas decisões, reduz o risco de inconsistências e melhora o controle sobre os processos automatizados. Essa estrutura facilita a identificação de erros e permite comparar os resultados obtidos com os objetivos definidos.

Em muitos negócios, porém, essas informações estão dispersas, são atualizadas de forma irregular ou não seguem um padrão. Nesses casos, serviços como assessoria contábil, BPO financeiro, consultoria e planejamento podem contribuir para organizar rotinas, indicadores e controles. O objetivo não é apenas preparar a empresa para usar IA, mas criar uma gestão mais clara, integrada e capaz de sustentar decisões melhores.

Quanto mais confiável for a base administrativa e financeira, maior será a possibilidade de a tecnologia apoiar análises úteis e automações adequadas à realidade do negócio.

Antes de adotar mais ferramentas, a empresa precisa responder a três perguntas

Antes de ampliar o uso da inteligência artificial, a empresa deve avaliar se está preparada para transformar a tecnologia em resultado. A matéria resume essa análise em três perguntas fundamentais:

  • Quais resultados o negócio pretende alcançar com a IA?
  • A empresa possui dados confiáveis, atualizados e contexto suficiente para orientar as ferramentas?
  • A equipe está preparada para trabalhar com a tecnologia, revisar recomendações e tomar decisões com base em critérios claros?

A primeira pergunta ajuda a evitar o uso da IA apenas por tendência. É preciso definir se o objetivo é reduzir retrabalho, melhorar o atendimento, aumentar a eficiência, qualificar oportunidades ou apoiar o controle financeiro, por exemplo. Com uma meta clara, torna-se mais fácil escolher a aplicação adequada e acompanhar seus efeitos.

A segunda chama atenção para a qualidade das informações disponíveis. Dados incompletos, desatualizados ou desconectados dos processos internos podem comprometer análises e gerar recomendações equivocadas. Já uma base organizada permite que a IA compreenda melhor a realidade da empresa.

A terceira reforça que a tecnologia não elimina a necessidade de conhecimento humano. A equipe continua responsável por interpretar resultados, avaliar riscos, definir prioridades e considerar aspectos que nem sempre aparecem nos dados. A inteligência artificial deve apoiar decisões e processos, não substituir a visão estratégica dos responsáveis pelo negócio.

Para empresas de menor porte, esse equilíbrio é especialmente importante. Começar com objetivos específicos, informações confiáveis e supervisão humana permite testar soluções com mais segurança e ampliar seu uso somente quando houver evidências de benefício.

Acompanhe o blog para receber novas notícias sobre IA, gestão e negócios

Organizar dados, processos e indicadores é um passo importante para que a inteligência artificial contribua de forma segura para a gestão do negócio. Empresas que desejam estruturar melhor essa base podem buscar orientação especializada em áreas como abertura de empresa, assessoria contábil, BPO financeiro, consultoria e planejamento. Com informações mais confiáveis e rotinas bem definidas, fica mais fácil identificar oportunidades, acompanhar resultados e escolher as ferramentas adequadas para cada objetivo. Acompanhe o blog para conferir, todos os meses, novas notícias e análises sobre inteligência artificial, tecnologia, gestão e empreendedorismo.

Fonte desta curadoria

Este artigo é uma curadoria do site Forbes Brasil. Para ter acesso à matéria original, acesse Entenda o Que 6% das Empresas Fazem de Diferente para Obter Valor com a IA

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Escrito por:

Integral Prime

Kátia Lucia Ribeiro- Contadora com Especialização em Controladoria e Pós-graduação em Administração Financeira na FGV.

Contadora (CRC-DF 7.852), com mais de 30 anos de experiência. Atua 100% online com BPO contábil, BPO Financeiro e consultoria tributária para empresas de serviços, além de IRPF e holdings patrimoniais. Perfil consultivo, com foco em compliance e melhoria contínua de processos, incluindo o uso de IA aplicada à contabilidade.

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